Sentado ele esperava algo; calmamente olhava as pessoas ao redor. A sua frente estava, ela se insinuava sem nenhum pudor. Havia muitas e ele então via cada detalhe da mulher; seus seios demasiadamente murchos atraíram a atenção do homem, seus lábios ressecados, o cabelo um tanto que oleoso, algumas voltas de seu corpo que escapuliam da camisa; tudo, toda essa combinação clamava pela atenção do homem.
Como que hipnotizado ele não tirava os olhos da moça e ela meio que gratificada pela atenção, colocou os cotovelos sobre a mesa e com os braços apertou os seios, esses agora espremidos aparentavam algum volume. A sedução cada vez mais induzia o homem a deleitar os olhares àquela feia dama.
Intrigada com o que estava a se passar na cabeça dele, ela continuava a espremer o seio e agora com o outro braço escondia um pouco seu rosto, a mão tampava um de seus olhos, assim não mostrava mais a vesguice, mesmo tendo a certeza que ele já houvesse visto aquele defeito. Como se odiava, como tinha esquecido a coisa que mais odiava em seu corpo? Agora já perdendo as esperanças de conquistar o homem, ela solta os seios e abaixa a cabeça e num choro silencioso suas lágrimas começam a escorrer em seu rosto e a pingar uma a uma no chão.
O homem sabendo do mal que causara, começou a olhar ela com um olhar de piedade, não queria que ela se sentisse mal, se pelo menos ela soubesse- pensava consigo. Sentado ele fazia barulho para que ela levantasse a cabeça e olhasse pra ele, precisava vê-la chorar; seu rosto úmido como seria? Sua comida finalmente chega, não precisava mais esperar, pelo menos aquilo não, agora aguardava olhar da moça e pelo visto ela não estava disposta a oferecer o que desejava.
De repente num súbito ela levanta a cabeça. Perfeito! Perfeita! Pelo visto ela não havia desistido dele e jogo de sedução recomeça. Ele continua a olha-a, agora com mais interesse. O desejo era aparente em suas faces e com tamanha vontade ele cria coragem e se levanta. Mancando ele vai se aproximando da mesa da mulher. Sim uma perna era menor que a outra e seu corpo era torto. Sim, o homem também tinha defeito e talvez por isso aquela mulher chamasse a sua atenção.
À medida que ele aproximava-se da mesa, ela arregalava os olhos e abria a boca, nem acreditava que aquele homem, aquele que a olhava com tamanha atenção era daquele jeito, torto e coxo. De repente ele para e com um olhar indignado vê que a mulher saíra correndo. Mas por quê? Como? Parecia que ela o queria. Estava gostando de perceber que alguém ainda o seduzia. Agora que ela fora embora ele quem chorava, sentou-se na mesa dela e abaixou a cabeça, decidia ali não mais compadecer a nenhuma luxuria.
Juliana Roma
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