Ó! Insecto castanho,
Como és maravilhoso.
É com incrível gozo
Que lhe espio no banho,
Ainda que seja estranho
Este hábito, me satisfaz
A tua índole voraz
De invertebrado
Ligeiro e esfomeado.
Deus noctífago,
Que caça nas trevas
Seu sustento sagrado.
E te enveredas
Pelos sombrios cantos:
Mesas, quadros, mantos...
Para, trêmulo de temor,
Escapar do seu predador:
O homem! A vil peste
Que não se cansa
De aludir-te a este
Tal Gregor Samsa.
Ó...
Meu blatídeo, eu sei...
Quanta injúria!
Um dia ainda serás rei,
E o homem, tua cúria.
Elliot Scaramal
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