Sonhando, como uma singela criança,
Como um anjo, ou fruta doce, sorrindo,
Cingindo o travesseiro, numa eterna aliança,
Com índole tão sossegada, dormindo.
De bruços... Invadem-me pensamentos...
O ar perfumado arfava ternamente...
De camisola... Cruéis pensamentos...
Ah... Se cochilasse eternamente...
Que fazer? Se tal languidez feminina,
Tão ambígua, e tão fiel de minha adoração,
Desperta em minh’alma inculta, masculina
Tão sôfrego desejo, e tão voraz alucinação?
Seria ela a prometida que o noivo alucina?
Ou seria eu só o pai zeloso com sua menina?
Felipe Barbosa
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