domingo, 14 de dezembro de 2008

Soneto

De teu corpo tão macio e garboso,
O mestre da pintura e do retrato faria
De bom grado, o mais belo e formoso
Quadro, que nos museus brilharia.

De teu corpo tão doudo e quente,
O artífice das formas mais ditosas
Com mui prazer, de ti ternamente
Faria esculturas tão maravilhosas.

De teu corpo tão equilibrado e vasto,
O bom músico faria bela melodia
Que não pode nenhum outro nefasto,
E então, os mortais encantaria.

Mas outro ofício sei, e intento realizar:
Tua mente enlouquecer, ao teu corpo saciar.

Felipe Barbosa

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