domingo, 14 de dezembro de 2008

Procuro-te no céu

Sabe, foi-se o tempo em que me persegues
Aquela mal dita lembrança vaga,
Não sei como nada me desagrega;
Fomes, guerras, o choro dos distantes.

Sabe, foi-se o garoto dos confetes,
Agora homem, ouço-te a cantiga
Temendo chegar o dia em que eu diga
Tudo que desejo, antes que despertes

De seu tenro sono, dos dias lúcidos.
Procuro-te no céu, sempre encontrando-os,
Porém, sem os sentimentos fundidos.

Achei-te, não acima ou abaixo dos olhos,
Nem no Vestíbulo ou Campos Elíseos,
Achei-te em meus braços, enxugando-os.

Felipe Barbosa

Nenhum comentário: