domingo, 14 de dezembro de 2008

Um Antropófago? Sim. Modernista? Talvez.

Da calçada, avistou a besta humana falecida
Rastejou ambicioso, alcançou-lhe o defunto
E, voraz, comeu-lhe a carne, a pele, o unto
E do sangue, fez bebida

Comeu morte
Criou vida

No chão, de pança saliente,
Gozou da exótica saciedade
De extinguir, aos dentes,
Elo vão de sociedade

Elliot Scaramal

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